A empresa é minha casa e meus empregados minha família. SERÁ?

Vivemos um momento de transformação em nossa história pessoal, política, profissional, espiritual. Separadamente e no conjunto, a mudança é clara e forte. Vários paradigmas estão sendo quebrados. Por iniciativa própria, necessidade ou imposição.

Gostaria de focar aqui essa mudança no âmbito das empresas.

Hoje, quando identificamos empresas com 10, 20, 30 anos de mercado, operando com sucesso, ficamos perplexos. Como estão conseguindo? Essa é a grande indagação. Para essas empresas, podemos aceitar que são a casa dos sócios e colaboradores pois essa é uma característica das casas. Longevidade, perenidade. Não é regra construirmos uma casa para em pouco tempo destruí-la ou passar adiante. O mesmo acontece com os colaboradores com essa longevidade nas empresas. Nesse caso, podemos também aceitar que fazem parte de nossa família. São anos de relacionamento, compartilhamento de crises, vitórias, constituição de famílias, nascimento de filhos, formaturas, perdas. O ambiente familiar está sedimentado com relações profícuas e perenidade empresarial.

Mas, o que dizer das empresas que hora se formam e aquelas que têm poucos anos de existência? Podemos garantir e afirmar que são nossa casa e família? Acho precipitado. Lembremos que ainda não “comemos um saco de sal, juntos”. As relações ainda são frágeis. Não podemos afirmar que a empresa não será sugada por má gestão e ações governamentais. Ainda não passamos por crises. Não alinhamos nossa relação.

O que deu certo no passado e não conseguimos acertar agora?

São diversos fatores.

A nova família, tecnologia, abertura de fronteiras, disseminação do conhecimento, quebra de estruturas hierárquicas, mudança no modelo de gestão e liderança, espiritualidade ou falta dela e o modelo governamental atual.

Diante desses fatores podemos nos sentir incapacitados para ajustar e adaptar o modelo. Isso é fato.

No entanto, analisando os modelos existentes, proponho focarmos nas seguintes ações, com o objetivo de buscarmos a perenidade da empresa através de sua gestão e relação com os colaboradores.

  1. Defina o Propósito de Valor da sua empresa;

  2. Dote a empresa dos recursos físicos, tecnológicos e humanos adequados;

  3. Saiba quem você quer a seu lado, seu colaborador;

  4. Entenda que os novos profissionais pensam diferente.

  5. Entenda as características da geração que está se relacionando;

  6. Implante uma gestão focada em resultados, através do controle de receitas e despesas;

  7. Planeje, execute, acompanhe e realinhe;

  8. Entenda que tipo de incentivo é necessário para manter sua equipe motivada;

  9. Converse e combine com as pessoas o objetivo e as metas;

  10. Converse sobre os resultados e desempenho esperados;

  11. Cumpra sempre o que combinou;

  12. Caso precise alterar o rumo, converse, informe, realinhe;

  13. Abandone o orgulho, vaidade, ignorância e apego.

  14. Busque RELACIONAR os stakeholders. Aprendi com um grande mestre( Edmour Saiane - Ponto de Referência) que “a pessoa mais importante na empresa é a nossa equipe”. Uma equipe motivada, certamente saberá se RELACIONAR com os clientes. Esse é o primeiro ponto para buscar e atingir o resultado operacional do negócio.

Por outro lado, vejo a cada dia a importância de implantarmos um modelo de controle gerencial das receitas e despesas, através de um sistema de gestão integrado- ERP, controle do fluxo de caixa e apuração e acompanhamento mensal do resultado planejado.

Esse é o modelo que, implantado de forma profissional, poderá nos levar a afirmar que nossa empresa é nossa casa e nossa equipe faz parte de nossa família.

NOTA - lembre que, seguir as ações propostas é base para a construção desse modelo.

Boa sorte.